quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Brave Jasmina Amena.. Rest in peace with the Angels!


Um vídeo feito pela família e visto pela cantora Rihanna, que se emocionou com o caso, transformou a luta de Jasmina Anema, de 6 anos, numa luta de milhares de nova-iorquinos.

Jasmina era uma criança aparentemente saudável até se notarem os primeiros sintomas de que algo de sinistro se estava a passar no seu organismo: mal-estar, perda de peso, fadiga e uma misteriosa infecção no dedo do pé.

Os médicos descobriram então que Jasmina sofria de uma forma muito agressiva e frequentemente fatal de leucemia – leucemia linfocítica granular das células NK. Se não conseguisse um dador de medula óssea compatível, não poderia viver mais de dois ou três meses. Estávamos a 20 de Janeiro de 2009. «Tudo se tornou surreal, porque ela sempre foi tão saudável e maravilhosa», recordaria a mãe, Thea Amena.

Por iniciativa de Rihanna, mais gente se juntou para organizar um evento através do qual todos podiam contribuir. Em Fevereiro, a cantora usou a revista People para fazer um apelo público para se encontrar um doador compatível.

A 4 de Março, o Daily News contava a história de Jasmina e da sua mãe solteira que a adoptou, e agora lutava para a salvar. Estrelas da NBA como Paul Pierce, Christopher Wilcox e Emeka Okafor, cantoras como Michelle Williams e Lil Mama juntaram-se à causa, centenas de nova-iorquinos fizeram fila para se apresentar como doadores.

Entretanto, Jasmina submetia-se a sessões de quimioterapia que não estavam a resultar: «A leucemia está a crescer mais rapidamente do que a capacidade da quimioterapia para a destruir», afirmava a mãe na reportagem do Daily News.

A comunidade afro-americana foi mobilizada, uma vez que era mais provável encontrar-se alguém compatível entre gente de sangue africano. «É uma hipótese de uma num milhão», afirmava a mãe. Jasmina fora adoptada, não tinha irmãos, o que tornava o processo de descobrir um doador ainda mais difícil. «Precisamos mesmo que a comunidade afro-americana dê um passo em frente».

Várias sessões de angariação de doadores foram organizadas. Centenas e centenas de pessoas compareceram. Durante muito tempo, nenhum doador compatível surgiu.

Finalmente, em Junho, descobriu-se um – «quase perfeito», acreditaram os médicos. O transplante da medula óssea foi feito no Hospital Memorial Sloan Kettering e todos os que se tinham empenhado em contar a história ao mundo esperavam pelo final feliz.

Em Setembro, os médicos informaram a mãe de que a leucemia regressara – o transplante não fora suficiente e viera piorar a situação: as células da medula óssea transplantada começaram a atacar as células do organismo da criança.

Em Dezembro, Jasmina fez um pedido: conhecer Barack Obama pessoalmente. O presidente americano concordou, mas o encontro teve de ser adiado porque, ao chegar a Washington, a criança estava demasiado doente para se dirigir à Casa Branca. Finalmente, recuperou e conseguiu estar dez minutos a sós com Obama.

Ainda viveu o Natal. A 25 de Janeiro deste ano, Jasmina deu entrada no hospital com febre e dificuldades respiratórias.

Os médicos diagnosticaram-lhe pneumonia. Na noite seguinte, a 26, a situação piorou porque os antibióticos não produziram qualquer efeito e os pulmões começaram a encher-se de fluidos.

Perto das onze da noite de uma quarta-feira, 27 de Janeiro, morria a criança que encheu páginas de jornais e mobilizou milhares de nova-iorquinos de todas as raças para a salvar.

As suas palavras, dirigidas à mãe em Setembro, quando recebeu a notícia de que a leucemia regressara: «Não chores, mãe. Pensa em coisas maravilhosas».

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